Disponibilidade – Qual o impacto para a sua empresa em ficarem algumas horas sem sistemas disponíveis?


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Em geral, ela tornou- se muito mais importante na era da cloud computing, comparativamente com a prática nos ambientes de cliente/servidor

Consultores e gestores de TI que trabalham no campo da virtualização dizem que as organizações estão adotando uma variedade de abordagens para manterem as suas aplicações  funcionando. Muitos usam software de alta disponibilidade mas outras formas estão sendo adotadas para mitigar os tempos de inatividade. Os esforços para aumentar a confiabilidade do hardware físico também estão em andamento.

A revitalização do tema da alta disponibilidade e da tolerância a falhas decorre de um conjunto de fatores, entre eles a maior concentração de aplicações em servidores consolidados. “Se adicionarmos várias aplicações de missão não crítica no mesmo servidor, este torna-se de missão crítica”, diz Nigel Dessau, diretor de marketing da fabricante de servidores Stratus.

Em geral, a disponibilidade contínua tornou- se muito mais importante na era da cloud computing, comparativamente com a prática anterior nos ambientes de cliente/servidor, defende Dessau. Nesses, os dispositivos cliente partilhavam uma maior parte do volume de trabalho, e assim os usuários podiam continuar a trabalhar nos seus computadores, em caso de falha do servidor. As aplicações que não podiam ter tempo de inatividade eram suportadas por servidores tolerantes a falhas, que Dessau diz terem representado talvez apenas 5% do mercado. A abrangência da tecnologia centrada na disponibilidade pode crescer em um ambiente dominado pela virtualização e cloud computing, apesar disso.

“No mundo da cocloud_computingmputação em nuvem, as empresas usam ‘thin clients’ ou mesmo dispositivos móveis”, diz Dessau. “Neste caso, quando o servidor não está disponível, os usuários podem ficar severamente limitados nas soluções a adoptar. A disponibilidade do servidor é muito mais essencial”, acrescenta.

Kris Lamberth, diretor de tecnologia da Paranet Solutions, fornecedor de serviços de CRM e de TI, nota que os clientes estão tornando-se cada vez mais conscientes do custo do tempo de inatividade. “Acho que todos estão à procura de alta disponibilidade hoje porque todos estão muito dependente da TI”, diz. O investimento real de uma empresa em disponibilidade depende, em última análise, da importância de uma determinada aplicação, e da possibilidade da empresa pagar pela alta disponibilidade dos sistemas.

As opções de disponibilidade para os dispositivos cliente virtualizados começam muitas vezes no campo do hipervisor. O recurso do vSphere (da VMware) para alta disponibilidade, por exemplo, verifica a integridade das máquinas virtuais e detecta problemas. Se é detectada uma falha do sistema operacional, a funcionalidade reinicia automaticamente a máquina virtual. No caso de o servidor físico de uma máquina virtual falhar, a tecnologia reinicia a aplicação em outro servidor – havendo um conjunto de máquinas vSphere ESXi. Milton Lin, especialista em cloud computing do integrador Force 3, diz que o hipervisor da VMware tende a ser a escolha entre os clientes da empresa devido à sua abordagem simples à alta disponibilidade.

“Para qualquer administrador de sistemas VMware, o High Availability (HA) é fácil”, explica. Lin diz que a funcionalidade HA pede uma arquitetura de redundância paralela para garantir recursos suficientes à passagem para sistema em espera (“failover”), ou para a manutenção do servidor.

Um agrupamento (“cluster”) de duas máquinas anfitriãs (“host”), por exemplo, não deve ultrapassar o desempenho da CPU e da memória de um “host”. Nesse caso, 50% dos recursos de “cluster” deveriam ser reservados para o “failover”.
Cloud Computing Hand
Um grupo com mais “hosts” oferece uma maior utilização e diminui o impacto de uma falha do ”host”, assinala Lin. Um grupo de quatro dispositivos anfitriões, por exemplo, reservaria 25% dos seus recursos para um mesmo “failover”.

Christian Teeft, vice-presidente de engenharia da Latisys, diz que as soluções como a HA da VMware são uma boa opção para os clientes que procuram a disponibilidade, mas podem tolerar uma breve interrupção, enquanto as cargas de trabalho são recarregadas e recomeçam a funcionar em outro servidor.

A Latisys é um fornecedor de serviços de data centers e desenvolve capacidades de alta disponibilidade nas suas soluções. Segundo Teeft, alguns dos clientes da empresa – com grandes aplicações de análise de dados, por exemplo – usam centenas de máquinas virtuais para processamento de cálculos.

A perda de um nó do “cluster” não tem um impacto muito severo no desempenho geral. Para as organizações com esse perfil, a Latisys monta soluções de datacenter baseados em HA e na plataforma Converged Infrastructure, da Hewlett-Packard, refere Teeft.

Mas os clientes podem ir mais além do HA para obterem uma maior protecção. Lin sugere que os clientes podem optar por um “cluster” adicional para uma aplicação específica, como o SQL Server.

Um “cluster”, neste cenário, seria composto de um nó ativo executando uma base de dados SQL Server e um nó passivo em espera. O nó passivo começará a funcionar quando o SQL Server falhar.

Os clientes podem usar a tecnologia Microsoft para “clusters” Microsoft ou software de terceiros, diz Lin. Um “cluster” específico para SQL Server irá fornecer mais tempo de atividade, estima o responsável, do que um sistema VMware oferece à partida.

Os “clusters” deste tipo (SQL) são mais bem integrados com a aplicação em si, acrescenta, enquanto os de HA “não têm ideia sobre que aplicação estão a executar”. As desvantagens desta opção, ressalva Lin, incluem a criação de um outro agrupamento, que os clientes terão de gerir.

E se um produto de terceiros for usado, há também a complexidade inerente à existência de uma peça adicional de software. Outros fabricantes têm ofertas de “clustering” de alta disponibilidade: Dell, Enhance Technology, Hewlett-Packard, IBM, Intel ou Proxmox.

Fonte: Computerworld 07/2013

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  1. #1 por Alex em agosto 26, 2013 - 1:10 am

    As aplicações de analise de dados, entre elas o B.I., analise em CUBO, ou mesmo em Big Data são os grandes clientes de data centers de alta disponibilidade.

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